É fato que a contação de histórias com música e/ou de forma musicada é uma estratégia bastante eficaz para cativar jovens leitores. O livro O caraminguá de Bia Bedran, une essas duas expressões artísticas, literatura e música, de forma bastante entrelaçada, fazendo uso intenso de intertextualidades.

A primeira relação acontece na ambientação da história, já que essa tem como pano de fundo os ensaios de um grupo de samba e choro. O cavaquinhista desse grupo é pai do protagonista da história, Jorginho, que de tanto acompanhar os ensaios do grupo, pode-se dizer até que nasceu numa roda de samba.  Em um desses ensaios em que estava presente acabou ouvindo do pai que “sem caraminguá não seria possível gravar o novo samba”. Preocupado e decidido a ajudar seu pai e o grupo a gravar a música, o menino vai em busca de caraminguá, mesmo sem saber o que é. Assim, após ampla pesquisa e sintetização dos achados, a experiência de Jorginho vira tema de um novo samba tocado na roda. Essa música nova, o samba do caraminguá, é a que acompanha o livro de Bia Bedran.

Confira o samba do caraminguá: